terça-feira, 14 de agosto de 2012

"Uma casinha bonita...

...Um emprego que eu adore. Uma pessoa que me entenda. Um par de pés pra me guiar. E um de braços pra dias frios. Um chão pra quando meu mundo desabar. Um colo eterno de mãe. Um lugar pra voltar. Outro pra ficar pra sempre."



- Ando assim, querendo essas coisas simples. Aqui dentro algo serenou. A gente aprende a levantar mais rápido com o tempo. Os olhos estão sim brilhando. A ansiosidade foi embora. E a calmaria voltou.
O coração anda vivendo de músicas, trechos, textos e palavras de amor. Ai, o amor. Eu bem que tento, mas não tem como se viver sem ele. Amor a tudo. Não há uma só pessoa, mas a tudo que me rodeia, preciso amar, pra me sentir viva, pra fazer sentido. E eu ando amando, um amor antigo, bonito...que não passa nunca e me deixa meio assim, sem palavras.

Sempre fui eu quem roubou sorrisos alheios.
Mas está sendo gostosa essa sensação de ter os meus roubados.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O nosso amor a gente inventa...

... pra se distrair. E quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu... (♫)




E resta a saudade, saudade do pouco que se teve, saudade do que nem se chegou a ter.

Saudade do gosto do beijo - mesmo quando machucava -, saudade do gosto da pele - mesmo reclamando das marcas -, saudade do cheiro - tanto o da pele, quanto o do perfume que eu ando pedindo pra não sentir mais por ai -, saudade da dança, saudade do jantar, saudade das músicas - começo de tudo -, saudade de todos os combinados quebrados, saudade até da tua alergia... de ouvir música com você, de fazer cd's pra você, de escrever pensando na gente, do amor delicioso que a gente fez, da sua voz, do seu jeito de falar, de andar, saudade de você tirando onda da minha cara - mesmo que às vezes eu quisesse te xingar -,  saudade de cada olhar - de quando me olhava com vontade, sabe? Mesmo que eu nunca tenha visto me olhar com carinho, com vontade eu via. Ilusão que a gente cria. Louco. -, saudade dos cabelos - o cheiro, os cachos -, saudade da sensualidade à flordapele - o tesão louco que rolou desde o primeiro toque -, saudade dos óculos esbarrando, do teu irmão engraçado, de ouvir você falando das comidas que teu pai ou tua mãe faziam. Saudade do teu abraço - e isso me cala -, saudade da espera - porque esperar você chegar era bom, esperar os dias passarem pra poder te ver era tenso, porém gostoso. Mas e agora, eu espero pelo quê? -, saudade da nossa leveza, menina... De que adianta toda essa saudade quando se sabe que ela não vai ser saciada? Hora de enxergar a realidade e levantar a cabeça. Chega de lágrimas, não vale a pena, não, o que vale a pena é sorriso. Hora de aprender que a maioria das pessoas não sabe lidar com sentimento, que ele fica pesado, invés de leve, pra elas. Sentimento pra mim é leve, é bonito, é grande, mas não pesa, porque faz bem. Mas não é assim pros outros. Uma hora a gente cansa de tantas tentativas. E se um alguém não pode segurar o teu amor, que esse amor seja compartilhado por ai, espalhado, jogado, inventado. O que não pode é desistir do amor. O importante é o desapego. E sorrir, porque com um sorriso no rosto, nada nunca é demais.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Vento.



Ainda não consigo entender como aconteceu tão rápido. Como o sentimentou mudou tão rápido, como as dúvidas surgiram tão rápido. Talvez tenha sido assim porque nós acontecemos rápido demais? Não sei, não sei. Fico aqui reconstituindo cada momento da nossa última noite juntas, fico recriando situações, degustando sensações, me enchendo de porques, me machucando mais, sem necessidade. Mas é que eu acreditei nas palavras. Eu me entreguei na brincadeira de gostar, novamente. E no fim, Cássia Eller canta no meu ouvido a mesma música que cantava no começo: "Que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva..." Engraçado como uma música pode mudar tão drásticamente: "Palavras, apenas, palavras pequenas, palavras ao vento..."; ao vento, todas jogadas ao vento, e que o vento leve não só as palavras tuas, mas também as minhas e todo sentimento pesado que restar aqui dentro. Porque a nova ordem é desapego. Não vou me perder de você, acho feio isso, sabe? As coisas boas sempre tem que ficar e você foi uma coisa muito boa. Por isso a dor agora. Mas essa dor passa, tem que passar. E que seja doce, moça. Que esse nosso novo tipo de relacionar seja bonito, como foi bonito ter você pra mim.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Que a gente não se perca.





E agora me vem esse sentimento encruado no peito. Sentimento de quem queria mais, de quem podia fazer mais. Queria, podia... verbos passados, porque num instante tudo muda. Desapego. Desapego. E você não sabe o que fazer. O coração precisa desacelerar, mas quem disse que ele consegue? Quem disse que ele quer? Não, não quer, ele quer você. Como aconteceu tão rápido? Não sei. Você sabe? Como se perdeu assim? Não faço idéia. Você sabe. A gente é boba de se entregar assim, sem pensar nas consequencias. Boba? Não, boba, não. A gente é ousada, sabe dos riscos, sempre sabe, mas também sabe que é gostoso tentar, mesmo que machuque depois, os bons momentos sempre valem a pena. Você valeu-vale a pena. E teu (a)braço ainda é onde quero estar. Mas acho que ele não é mais meu, talvez nunca tenha sido, foi tudo muito precipitado. Carroça na frente dos bois, sabe? E agora a gente fica assim, tentando entender, mesmo sabendo que não há nada pra entender, coração é terra de (in)certezas, de loucuras, nada faz muito sentido, tudo é sentimento. Sentimento que na maioria das vezes a gente nem sabe explicar. Que a angustia vá embora aos poucos, odeio essa ansiedade que me causa o fim. Essa vontade de ir atrás e tentar fazer tudo ficar bem, mesmo sabendo que não tem o que ficar bem. Um lado sempre pende mais que o outro. Que os bons momentos fiquem sempre na lembrança. E que desse carinho bonito, a gente não se perca. É só no que penso.

Desapego.

Eu gosto de você, mas você erra. Erra ao pensar que vou esperar pra sempre, ao pensar que tenho todo tempo do mundo, erra ao pensar que eu não sofro com sua ausência.

— Caio Augusto Leite











Porque dói esse teu jeito distante. Porque eu sei que é preciso entender o jeito das pessoas e acima de tudo respeitar. Mas creio que as pessoas também deveriam pensar duas vezes antes de agirem de forma fria. Se você cativa um coração, como esperar que ele entenda uma mudança repentina? Coração é bobo e lento quanto o assunto é desamor, ele demora pra desapegar. É complicado ver você assim, não parece a pessoa que eu conheci, não faz bem assim, não. Mas eu gosto, eu quero e por isso, continuo aqui, esperando a primeira brecha pra te achar e te trazer de volta pra mim. Até quando o desapego não chegar, menina, até quando (?)...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

"Que universo há por trás de cada olhar e de cada palavra dita? Quem e o que são estes que dormem e acordam conosco? Passamos anos de nossas vidas convivendo com pessoas cujos sonhos não conhecemos. Cuja história que há por trás da história é desconhecida. Ignorada. Amor que apaga quem éramos ou quem gostaríamos de ser não é amor. É desamor. Fingimos compreender as pessoas por medo de perdê-las. Por medo que seja despertado o desejo de liberdade. Impomos limites para a vida alheia como quem constrói gaiolas. Mas amar é dar asas e mostrar o céu. Amar é ter asas e ter o céu. E querer voar junto. E querer ficar. Em um lugar onde exista o direito de desfrutarmos vidas individuais. Pois só quem vive para si pode viver para o outro."
- Renata Bezerra.





E esse foi o meu problema, eu não me cuidei... não me culpo achando que errei com você, porque tenho total compreensão de que errei comigo mesma, errei quando deixei de viver, por mim, pra respirar por você. Quando me omiti, quando deixei de lado o que eu gostava, o que eu queria em prol do teu sorriso sempre estampado. Errei quando esqueci que, às vezes, é bom ter um pouco de orgulho e deixar a outra pessoa consertar os erros, errei todas as vezes que te pedi desculpas sem nem saber qual era o meu erro, porque eu não queria te ver mal. Errei cada vez que você precisava de silêncio e eu de conversa, mas engolia minhas palavras pra respeitar teu silêncio. E eu? Onde me respeitei nessa história? Em hora nenhuma e quando me dei conta disso, não dava mais pra continuar. O carinho é grande e sempre vai ser, porque as coisas bonitas, são as que ficam. Mas eu me perdi de mim, precisava me achar e do teu lado eu não conseguia isso. Bem que eu tentei, tanto quanto você, eu não queria ver o fim, mas o fim foi necessário pra um novo começo, começo pessoal, completamente independente e só. Eu precisava disso, entende? Me desculpa por todas as lágrimas que você tem derramado. Aqui também dói, porque me sinto culpada por tudo que aconteceu, afinal, a culpa sempre foi minha, porque não seria dessa vez... não quero te ver sofrer, quero te ver feliz, quero te ver bem, é o que mais quero nesse momento, mas eu não posso mais fazer isso, então, voa, branquinha. Voa por ai, sente novos cheiros, respira novos ares, descobre novos sorrisos. Abre esse teu coração tão fechado sempre, aprende a ver a leveza da vida, desata essas mãos, dá um sorriso e não perde a fé, nunca. Eu sempre vou estar aqui. A diferença é que antes eu estava aqui só por você. Hoje eu estou aqui por mim, em primeiro lugar. Que o furacão passe logo, que teu peito alivie e você deixe de sentir raiva de mim, porque esse não deveria ser o final do amor.


Fica em paz, fica bem.

P.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Alfazema...



- Meu amor, hoje é só mais um dia em que lembro de você, porque você está presente em todos os meus dias, principalmente na noite quando deito a cabeça no travesseiro e a primeira imagem que me vem é a do teu sorriso, teu cabelo branquinho, teu jeito de segurar no meu braço, as nossas brincadeiras, até quando a senhora já não lembrava mais de ninguém, nunca esqueceu de mim, né? Meu amor é enorme, é sem palavras e nunca vai sair do lugar ou se mutar, porque você foi meu chão, foi meu refúgio, foi o colo que sempre me abrigou. Foi o abraço amigo. A senhora foi minha mãe, enquanto a verdadeira estava muito ocupada com outras coisas, a senhora foi meu pai, enquanto ele não tinha olhos pra enxergar ao redor. A senhora foi meu tudo, a senhora é a pessoa que eu vejo quando tô com um problema e peço conselhos, no nosso silêncio, aquele que só a gente entendia. Te vejo cada vez que me olho no espelho e nossos traços vão ficando cada vez mais parecidos.
Sinto sua falta, ora doce, ora amargo, e por mais que não devesse te chamar muito, eu sou dependente do nosso amor, sabe? Nunca mais consegui ir na feira aos sábados, bobo, né? Nunca mais consegui pegar no evangelho sem sentir a lágrima surgindo nos olhos. Nunca mais consegui me sentir segura, deveras. Mas te trago comigo e isso me alivia. E espero que esteja fazendo as pessoas no lar espiritual o mesmo bem que fazia a mim. E que tudo seja branquinho, com cheirinho de alfazema como a senhora gostava e leve.
Nós. Sem fim. E fim.
Pra todas as vidas.
Que seja doce.




De todo o amor que eu tenho, metade foi tu que me deu, salvando minh'alma da vida, sorrindo e fazendo o meu eu... Teu olho que brilha e não para, tuas mãos de fazer tudo e até a vida que chamo de minha, neguinha, te encontro na fé... Me mostre um caminho agora, um jeito de estar sem você, o apego não quer ir embora. Diaxo, ele tem que querer...
Óh, meu pai do céu, limpe tudo aí, vai chegar a rainha precisando dormir, quando ela chegar tu me faça um favor, dê um banto a ela, que ela me benze aonde eu for... O fardo pesado que levas deságua na força que tens.
Teu lar é no reino divino,limpinho cheirando alecrim... (♫)