quinta-feira, 29 de julho de 2010

Quem inventou o amor...


... me explica por favor? (♫)





Não, eu não sei porque é assim.
Mas sei que a proporção disso me assusta.
Tenho feito o possível pra diminuir, mas é deverás difícil.
Tenho feito o possível pra fingir, que nem é comigo, que não ligo, que vai passar... mas não sou bom com fingimentos, é comigo, sim e eu ligo, muito mais do que deveria, até...
Uma hora a gente cansa e muda a conduta, né?
Assim espero...

terça-feira, 16 de março de 2010

Mentiras sinceras...





Mudei muito e não preciso que acreditem na minha mudança pra que eu tenha mudado.
Caio F.



Chorei.
Chorei, sim, e não posso fugir disso. Chorei por uma mentira. E agora, escrevo pela mesma.
Mentira... porquê?
Você entende porque as pessoas mentem? Nem eu, mas minto também.
Há um tempo atrás, menti. Machuquei pessoas com mentiras. Me machuquei com mentiras.
Pois a cada em cada pessoa que machuquei, havia um pedaço de mim. Machuquei, e os machucar me machucou mais que a todos eles.
Hoje me machucaram. Roubaram, de certa forma, minha confiança - que diga-se de passagem é bem difícil de conseguir -, tiraram um pedacinho de mim.
Não quis julgar a mentira, ou o mentiroso. Pensei: Eu também já menti.
Tornei a pensar: Mas quando menti, recebi muitas palavras doloridas de resposta as mentiras e só assim aprendi.
É... não aguentei e explodi. Briguei, chorei, perguntei por que, não tive minha resposta.
Não sou uma pessoa que precisa de respostas pra seguir, mas algumas... algumas fariam tanto sentido ter.
Menti. Mentiram.
Aprendi.
Cada vez que penso em falar uma mentira pra contornar qualquer coisa em prol do meu bem estar, por mínima que seja, se sei que via machucar alguém, meu coração bate mais forte, a cabeça pesa/pensa, e não, eu não consigo mais mentir. Isso é bom, não, é? É bom não machucar os outros.
Antes de ontem quase perdi a pessoa mais importante da minha vida. Senti uma dor tão grande. Uma buraco. Uma raiva. Ainda não dormi. Ainda não parei de pensar. Ainda tremo. E agora, essa mentira. E agora, essa visão. E agora, esse vazio querendo só um abraço pra preencher.
Sofri. Aprendi.
Mas ainda dói. E não sei quando vai parar de doer...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Hoje não dá...






...hoje não dá. Está um dia tão bonito lá fora e eu quero brincar... ♪
(Legião Urbana)



E chega um tempo em que tudo cansa. Você cansa das mentiras que conta pras pessoas gostarem mais de você. Cansa das mentiras que conta pra si mesmo pra tentar melhorar um pouco a realidade de quem é que não te agrada. Cansa de ver o tempo passar e você mesmo não passar de um passado mal resolvido. Cansa de olhar em volta e ver tudo igual. Cansa de dizer que "vai fazer" e não sair do lugar. Cansa de não entender porque você, mesmo com tudo na mão pra caminhar, prefere ficar preso à dores e vestígios de passados mal acabados que não valem a pena. Eu cansei. Estacionei minha vida. Tive motivos, eu sei. Mas já passou, não dá pra ficar a vida toda dentro de um buraco com medo do sol. Me decepcionei comigo. Eu um dia tive todas as cores, todo amor, vários sorrisos, e uma porção de boas histórias pra contar. E hoje, o que eu tenho? Não sei. As cores ainda me acompanham, bem fracas, só uma reluz, o verde, esse que me impulsiona a escrever. O amor... aquele grande amor... como diria Caio "que miséria o grande amor, depois do fim, só resta o nó na garganta"... hoje tenho carinho, um carinho tão bonito que me arranca sorrisos. Mas não tenho aquele algo a mais sabe? Espero que ele chegue aos poucos, com calma e me tome. Os sorrisos? Deles já falei. E as histórias? Essas são tristes, mas vou escrevê-las num tom arco-íris. Afinal, o que me falta, né? Só levantar, está tudo aqui, na minha mão. Só preciso de prumo, de direção. Alias, não preciso de direção, sem direção é mais gostoso, ir onde o vento levar.

Que me perdoem os amores do passado aos quais me prendi, que me perdoem as lembranças que tentei guardar e não consegui, que me perdoem os sentimentos que magoei e que eu me perdoe por me deixar ser magoado. Jogo tudo isso ao vento. Agora.

É isso, vou voar.