terça-feira, 16 de março de 2010

Mentiras sinceras...





Mudei muito e não preciso que acreditem na minha mudança pra que eu tenha mudado.
Caio F.



Chorei.
Chorei, sim, e não posso fugir disso. Chorei por uma mentira. E agora, escrevo pela mesma.
Mentira... porquê?
Você entende porque as pessoas mentem? Nem eu, mas minto também.
Há um tempo atrás, menti. Machuquei pessoas com mentiras. Me machuquei com mentiras.
Pois a cada em cada pessoa que machuquei, havia um pedaço de mim. Machuquei, e os machucar me machucou mais que a todos eles.
Hoje me machucaram. Roubaram, de certa forma, minha confiança - que diga-se de passagem é bem difícil de conseguir -, tiraram um pedacinho de mim.
Não quis julgar a mentira, ou o mentiroso. Pensei: Eu também já menti.
Tornei a pensar: Mas quando menti, recebi muitas palavras doloridas de resposta as mentiras e só assim aprendi.
É... não aguentei e explodi. Briguei, chorei, perguntei por que, não tive minha resposta.
Não sou uma pessoa que precisa de respostas pra seguir, mas algumas... algumas fariam tanto sentido ter.
Menti. Mentiram.
Aprendi.
Cada vez que penso em falar uma mentira pra contornar qualquer coisa em prol do meu bem estar, por mínima que seja, se sei que via machucar alguém, meu coração bate mais forte, a cabeça pesa/pensa, e não, eu não consigo mais mentir. Isso é bom, não, é? É bom não machucar os outros.
Antes de ontem quase perdi a pessoa mais importante da minha vida. Senti uma dor tão grande. Uma buraco. Uma raiva. Ainda não dormi. Ainda não parei de pensar. Ainda tremo. E agora, essa mentira. E agora, essa visão. E agora, esse vazio querendo só um abraço pra preencher.
Sofri. Aprendi.
Mas ainda dói. E não sei quando vai parar de doer...