sexta-feira, 27 de julho de 2012

"Que universo há por trás de cada olhar e de cada palavra dita? Quem e o que são estes que dormem e acordam conosco? Passamos anos de nossas vidas convivendo com pessoas cujos sonhos não conhecemos. Cuja história que há por trás da história é desconhecida. Ignorada. Amor que apaga quem éramos ou quem gostaríamos de ser não é amor. É desamor. Fingimos compreender as pessoas por medo de perdê-las. Por medo que seja despertado o desejo de liberdade. Impomos limites para a vida alheia como quem constrói gaiolas. Mas amar é dar asas e mostrar o céu. Amar é ter asas e ter o céu. E querer voar junto. E querer ficar. Em um lugar onde exista o direito de desfrutarmos vidas individuais. Pois só quem vive para si pode viver para o outro."
- Renata Bezerra.





E esse foi o meu problema, eu não me cuidei... não me culpo achando que errei com você, porque tenho total compreensão de que errei comigo mesma, errei quando deixei de viver, por mim, pra respirar por você. Quando me omiti, quando deixei de lado o que eu gostava, o que eu queria em prol do teu sorriso sempre estampado. Errei quando esqueci que, às vezes, é bom ter um pouco de orgulho e deixar a outra pessoa consertar os erros, errei todas as vezes que te pedi desculpas sem nem saber qual era o meu erro, porque eu não queria te ver mal. Errei cada vez que você precisava de silêncio e eu de conversa, mas engolia minhas palavras pra respeitar teu silêncio. E eu? Onde me respeitei nessa história? Em hora nenhuma e quando me dei conta disso, não dava mais pra continuar. O carinho é grande e sempre vai ser, porque as coisas bonitas, são as que ficam. Mas eu me perdi de mim, precisava me achar e do teu lado eu não conseguia isso. Bem que eu tentei, tanto quanto você, eu não queria ver o fim, mas o fim foi necessário pra um novo começo, começo pessoal, completamente independente e só. Eu precisava disso, entende? Me desculpa por todas as lágrimas que você tem derramado. Aqui também dói, porque me sinto culpada por tudo que aconteceu, afinal, a culpa sempre foi minha, porque não seria dessa vez... não quero te ver sofrer, quero te ver feliz, quero te ver bem, é o que mais quero nesse momento, mas eu não posso mais fazer isso, então, voa, branquinha. Voa por ai, sente novos cheiros, respira novos ares, descobre novos sorrisos. Abre esse teu coração tão fechado sempre, aprende a ver a leveza da vida, desata essas mãos, dá um sorriso e não perde a fé, nunca. Eu sempre vou estar aqui. A diferença é que antes eu estava aqui só por você. Hoje eu estou aqui por mim, em primeiro lugar. Que o furacão passe logo, que teu peito alivie e você deixe de sentir raiva de mim, porque esse não deveria ser o final do amor.


Fica em paz, fica bem.

P.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Alfazema...



- Meu amor, hoje é só mais um dia em que lembro de você, porque você está presente em todos os meus dias, principalmente na noite quando deito a cabeça no travesseiro e a primeira imagem que me vem é a do teu sorriso, teu cabelo branquinho, teu jeito de segurar no meu braço, as nossas brincadeiras, até quando a senhora já não lembrava mais de ninguém, nunca esqueceu de mim, né? Meu amor é enorme, é sem palavras e nunca vai sair do lugar ou se mutar, porque você foi meu chão, foi meu refúgio, foi o colo que sempre me abrigou. Foi o abraço amigo. A senhora foi minha mãe, enquanto a verdadeira estava muito ocupada com outras coisas, a senhora foi meu pai, enquanto ele não tinha olhos pra enxergar ao redor. A senhora foi meu tudo, a senhora é a pessoa que eu vejo quando tô com um problema e peço conselhos, no nosso silêncio, aquele que só a gente entendia. Te vejo cada vez que me olho no espelho e nossos traços vão ficando cada vez mais parecidos.
Sinto sua falta, ora doce, ora amargo, e por mais que não devesse te chamar muito, eu sou dependente do nosso amor, sabe? Nunca mais consegui ir na feira aos sábados, bobo, né? Nunca mais consegui pegar no evangelho sem sentir a lágrima surgindo nos olhos. Nunca mais consegui me sentir segura, deveras. Mas te trago comigo e isso me alivia. E espero que esteja fazendo as pessoas no lar espiritual o mesmo bem que fazia a mim. E que tudo seja branquinho, com cheirinho de alfazema como a senhora gostava e leve.
Nós. Sem fim. E fim.
Pra todas as vidas.
Que seja doce.




De todo o amor que eu tenho, metade foi tu que me deu, salvando minh'alma da vida, sorrindo e fazendo o meu eu... Teu olho que brilha e não para, tuas mãos de fazer tudo e até a vida que chamo de minha, neguinha, te encontro na fé... Me mostre um caminho agora, um jeito de estar sem você, o apego não quer ir embora. Diaxo, ele tem que querer...
Óh, meu pai do céu, limpe tudo aí, vai chegar a rainha precisando dormir, quando ela chegar tu me faça um favor, dê um banto a ela, que ela me benze aonde eu for... O fardo pesado que levas deságua na força que tens.
Teu lar é no reino divino,limpinho cheirando alecrim... (♫)